EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Decisão do governo americano passa a valer em junho e aumenta tensão diplomática com o Brasil
29/05/2026 às 06:23

Foto: Official White House/Daniel Torok
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que vai classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado americano e entra em vigor no dia 5 de junho de 2026.
Além da classificação como organizações terroristas estrangeiras, as facções também receberam a designação de “terroristas globais especialmente designados”, o que amplia sanções financeiras e restrições internacionais contra integrantes e possíveis colaboradores.
Comunicado cita violência e atuação internacional
No comunicado oficial, o governo americano afirmou que PCC e CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e destacou ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Segundo o Departamento de Estado, a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da América Latina e até os Estados Unidos.
Medida começa a valer em 5 de junho
A decisão passa oficialmente a valer a partir de 5 de junho. Com isso, empresas, bancos e pessoas que mantenham relações financeiras com integrantes das facções podem sofrer sanções do governo americano.
Especialistas apontam que a classificação também pode ampliar mecanismos de cooperação internacional em investigações sobre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crime organizado.
Decisão aumenta tensão política
O anúncio acontece em meio a debates políticos no Brasil e poucos dias após reuniões do senador Flávio Bolsonaro com integrantes do governo Donald Trump nos Estados Unidos.
Segundo veículos internacionais, integrantes do governo Lula demonstraram preocupação com possíveis impactos diplomáticos e jurídicos da medida.
Governo brasileiro ainda não comentou oficialmente
Até o momento, o governo brasileiro não havia divulgado posicionamento oficial sobre a decisão dos Estados Unidos.




