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Caso Isabelle Caracristi: ao menos 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia após morte de estudante

Caso Isabelle Caracristi: ao menos 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia após morte de estudante

Entre os depoentes estão o ex-namorado da estudante, a síndica do condomínio, a diarista da família e a esposa de João Munhoz Neto.

Redação

28/09/2026 às 16:53

Vídeo mostra últimos momentos de Isabelle Caracristi encontrada morta em condomínio em Fortaleza

Foto: Reprodução/Globo

A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, em Fortaleza, já ouviu pelo menos 20 pessoas, segundo informações apuradas pelo jornal O Povo. O caso é conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da capital cearense.

Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, após cair do rooftop do condomínio onde morava com o namorado, João Munhoz Neto, e a família dele, no bairro Aldeota. As circunstâncias da queda ainda são investigadas.

Entre os últimos depoimentos estão os do ex-namorado de Isabelle, da síndica do condomínio, da diarista do apartamento da família Munhoz e da esposa de João. Segundo a defesa, João e a mulher estão separados de fato e em processo de divórcio amigável.

De acordo com o depoimento da síndica, no dia seguinte à morte, João teria pedido que procurassem o celular de Isabelle e determinado que familiares da estudante não entrassem no condomínio.

Mãe diz que não recebeu ligação de João

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou que não recebeu uma ligação direta de João para ser informada sobre a morte da filha. Segundo ela, foi necessário ir até o condomínio para descobrir o que havia acontecido.

“Ele não me ligou. Eu estava dormindo. Quando eu vejo, foi uma ligação de um número desconhecido. Se fosse ele me ligando, o número era conhecido. Eu teria imediatamente atendido. Eu tive que ir lá para saber da morte da minha filha.”

A polícia também investiga as movimentações ocorridas depois da morte. Segundo os investigadores, o apartamento teria passado por uma limpeza, objetos teriam sido retirados e um imóvel teria sido colocado à venda.

A diarista da família, porém, afirmou em depoimento que não fez a limpeza do local e que nunca presenciou brigas ou comportamentos anormais entre Isabelle e João.

Polícia analisa câmeras e dispositivos eletrônicos

A perícia apontou politraumatismo e informou que os indícios são de uma precipitação voluntária. A dinâmica da queda, no entanto, continua sob investigação.

Antes da morte, Isabelle havia enviado áudios a familiares, amigos e a uma empresa de comunicação relatando supostos comportamentos abusivos do namorado.

João Munhoz Neto foi preso preventivamente no dia 22 de setembro. Ele é investigado pelos crimes previstos nos artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados a induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e ameaça. A defesa nega as acusações de comportamento controlador e violência psicológica.

Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto eram namorados; a jovem foi encontrada morta em Fortaleza

Reprodução

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, mais de 700 horas de imagens de câmeras de segurança foram analisadas. De acordo com os investigadores, as imagens indicam que João não estava no prédio no momento da queda.

A Polícia Civil do Ceará continua analisando imagens de câmeras e dispositivos eletrônicos para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle.

Fonte: CBN

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