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CPI do Crime Organizado assume protagonismo nas investigações do caso Banco Master
CPI do Crime Organizado assume protagonismo nas investigações do caso Banco Master
Após fim da CPMI do INSS sem relatório final, parlamentares intensificam apurações e aprovam novas convocações
01/04/2026 às 08:44

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Com o encerramento da CPMI do INSS sem a aprovação de um relatório final, as investigações envolvendo o Banco Master passaram a se concentrar na CPI do Crime Organizado, que ganhou protagonismo no Congresso Nacional.
Nesta terça-feira (31), o colegiado aprovou a convocação de dois ex-governadores e uma nova rodada de quebras de sigilo relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro.
A mudança de foco ocorre após a comissão mista, presidida pelo senador Carlos Viana, encerrar suas atividades sem deliberação final, apesar de ter incluído Vorcaro e o ex-diretor Augusto Lima na lista de indiciamentos proposta pelo relator Alfredo Gaspar.
Durante a CPMI, chegaram a ser aprovadas medidas relevantes, como quebras de sigilo e a convocação de Vorcaro, que, no entanto, não chegou a prestar depoimento. Parte dos dados coletados foi armazenada em uma sala-cofre do Senado, posteriormente interditada por decisão do ministro André Mendonça, após suspeitas de vazamento de informações.
Nova frente de investigação
Na CPI do Crime Organizado, o relator Alessandro Vieira afirmou que o relatório final — previsto para ser apresentado até 14 de abril — terá um capítulo específico sobre o caso Master.
Segundo ele, há indícios de que a instituição teria sido utilizada como “duto de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”, linha que deve orientar as conclusões da comissão.
O colegiado também aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, além da quebra de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
As oitivas devem esclarecer negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e investimentos do Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master.
Decisões do STF impactam investigação
Parte das iniciativas da CPI enfrentou resistência no Judiciário. O ministro Gilmar Mendes anulou quebras de sigilo relacionadas a empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli, apontando “desvio de finalidade” e “abuso de poder”.
Além disso, André Mendonça decidiu que familiares de Toffoli não são obrigados a comparecer ao colegiado.
Apesar das decisões, a CPI mantém o foco nas apurações sobre o Banco Master, ampliando o escopo das investigações mesmo após o esvaziamento da CPMI do INSS.




