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EUA demonstram preocupação com decisões do Judiciário brasileiro sobre liberdade de expressão
EUA demonstram preocupação com decisões do Judiciário brasileiro sobre liberdade de expressão
Departamento de Estado critica medidas consideradas amplas e cita impacto no debate político
01/04/2026 às 18:04

Foto: Reprodução
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira (1º) ter “sérias preocupações” com decisões judiciais no Brasil que, segundo o órgão, podem restringir a liberdade de expressão online.
A manifestação foi feita após a divulgação de um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, que analisou decisões da Justiça brasileira relacionadas à remoção de conteúdos e perfis em redes sociais.
Críticas a decisões judiciais
Sem citar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o Departamento de Estado declarou preocupação com medidas consideradas “amplas e desproporcionais”.
“Temos manifestado séria preocupação com decisões judiciais amplas e desproporcionais que restringem a liberdade de expressão online e o acesso à informação”, afirmou o órgão.
A pasta também mencionou supostas ações governamentais que, segundo a avaliação, poderiam suprimir opiniões políticas sem o devido processo legal.
Relatório do Congresso dos EUA
O relatório do Comitê Judiciário, controlado pelo Partido Republicano, aponta que decisões judiciais brasileiras teriam impacto direto no debate público e poderiam influenciar o ambiente político às vésperas das eleições de 2026.
O documento cita casos envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, destacando que medidas judiciais poderiam afetar a atuação política e a presença digital de figuras ligadas ao campo conservador.
Segundo o texto, decisões atribuídas ao STF incluiriam ordens para remoção de conteúdos e suspensão de contas em plataformas digitais, com base em investigações conduzidas no Brasil.
Ordens a empresas de tecnologia
De acordo com o relatório, autoridades norte-americanas obtiveram cópias de decisões judiciais brasileiras direcionadas a empresas de tecnologia dos Estados Unidos, exigindo a remoção de publicações e fornecimento de dados.
Entre os exemplos citados estão determinações envolvendo conteúdos do youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark, além de decisões relacionadas a perfis associados a Eduardo Bolsonaro.
Sem resposta do STF
Procurado para comentar as críticas, Alexandre de Moraes não havia se manifestado até a publicação das informações.




