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ONG cobra PGR por omissão em apuração sobre relação de Moraes com Banco Master
ONG cobra PGR por omissão em apuração sobre relação de Moraes com Banco Master
Transparência Internacional aponta falta de investigação diante de denúncias envolvendo ministro do STF
01/04/2026 às 10:46

Foto: Divulgação
A organização Transparência Internacional cobrou publicamente a atuação da Procuradoria-Geral da República diante de denúncias que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master.
A manifestação ocorreu após uma série de revelações sobre possíveis vínculos entre o magistrado, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Segundo a ONG, há ausência de providências por parte da PGR, mesmo diante de informações divulgadas pela imprensa que levantam questionamentos sobre a relação entre o ministro e o banco, que foi liquidado pelo Banco Central após escândalo financeiro de grandes proporções.
Apontamentos levantados
Em publicação nas redes sociais, a Transparência Internacional reuniu uma série de pontos que, segundo a entidade, deveriam ser investigados. Entre eles:
- Contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci no valor de R$ 129 milhões;
- Crescimento patrimonial expressivo ligado ao período da relação com a instituição;
- Registros de voos em aeronaves ligadas ao grupo de Vorcaro;
- Trocas de mensagens entre Moraes e o empresário, inclusive no período da prisão;
- Relatos de reuniões entre o ministro e o banqueiro.
A ONG questionou diretamente a atuação da Procuradoria: “O que a Procuradoria-Geral da República investigou?”, indagou em publicação.
Contrato e questionamentos
De acordo com as informações divulgadas, o escritório de Viviane Barci teria sido contratado para prestar serviços jurídicos e consultoria estratégica ao Banco Master entre 2024 e 2025. A defesa sustenta que houve atuação em áreas como governança, compliance e regulação financeira.
No entanto, reportagens apontam dúvidas sobre a efetiva prestação desses serviços, incluindo questionamentos sobre a autoria de documentos atribuídos ao escritório.
Além disso, há suspeitas levantadas por investigações jornalísticas de que o contrato poderia ter sido utilizado para intermediar influência junto a autoridades, hipótese que não foi formalmente confirmada por órgãos de controle até o momento.
Ausência de investigação formal
Até agora, segundo a ONG, não há registro de abertura de inquérito por parte da PGR para apurar os fatos relacionados ao caso.




